Month: December 2010

Chips de Maçã

 Tinha lido uma receita semelhante a esta no Tasteline e com algumas alterações decidi experimentar. O resultado foi excelente, estes chips de maçã são um snack doce, saudável, fácil de preparar e deixam a nossa casa com um cheirinho a Natal.

Quanto mais finas cortarem as maças menos tempo demoram no forno. Podem fazer grandes quantidades e oferecer como presentes caseiros, vão ser um sucesso!

Ingredientes e preparação: (Para um tabuleiro de forno, um prato de chips)

  •  Liguem o forno (100*C)
  • Forrem um tabuleiro com papel vegetal.
  • Cortem em fatias tão finas quanto possível 3 maçãs grandes (podem  misturar diferentes qualidades) e coloquem-nas no tabuleiro.
  • Misturem:
  • 

1 colher de sobremesa de canela em pó
1 pitada de gengibre em pó
1 pitada de cardamomo ou de cravinho moído
 
(Se as vossas maçãs forem mesmo muito ácidas podem acrescentar também um pouco de icing sugar)
 
  • Polvilhem generosamente as maçãs com este preparado e levem-nas ao forno.
  •  Passada uma hora virem as maçãs de modo a que ambos os lados vão secando e ganhando cor. Quando notarem que as maçãs estão a ficar duras, desliguem o forno, mas deixem as maçãs lá dentro para secarem bem e ficarem estaladiças.

Lussekatter- receita passo-a-passo

Lussekatter-  receita passo-a-passo – Faltam-me os adjectivos para descrever o sabor e aroma destes pãezinhos Os melhores Lussekatter que já comi. A massa é leve, salpicada de açafrão, são magníficos!

 

Para saber mais sobre o dia de Lucia na Suécia leiam este post.

Antes de começar a receita descubram mais sobre a origem, significado e diferentes formas destes pãezinhos neste post.

Retirei a receita do livro Rutiga kokboken, com algumas alterações feitas por mim.

Algumas dicas:

  •  se puderem usem açafrão de boa qualidade, tem um aroma e sabor inigualáveis
  •   não cortem na quantidade de manteiga, ajuda a obter Lussekatter fofos e macios
  •   se não vão comer os Lussekatter no dia em que os preparam congelem-nos, de outra forma pedem um pouco a sua graça.

 

Ingredientes – para a quantidade de pãezinhos que podem ver nas fotografias

  •  90 gramas de manteiga
  •  2,5 dl de leite
  • 25 gramas de fermento de padeiro fresco
  • 1 pitada de sal
  • 100 gramas de açúcar
  • 450 gramas de farinha
  • 0,5 grama de açafrão
  • 1 ovo (metade para a massa e metade para pincelar os Lussekatter)
  • sultanas para decorar

 

Preparação:

Podem preparar esta massa à mão, ou como eu, com a batedeira com a pá – gancho.

 Derretam a manteiga no micro ondas com o leite, deixem a mistura amornar e juntei-lhe o fermento. Mexam até dissolver.

 Adicionem o açúcar, sal, ovo e açafrão.

 Aos poucos vão introduzindo a farinha, amassando até terem uma massa que se descola das mãos ou paredes da vossa tigela. (Podem precisar de um pouco menos do que o peso indicado, o objectivo é uma massa elástica mas não seca.)

Deixem levedar a massa até duplicar de volume.

 

Polvilhem a vossa bancada com um pouco de farinha e voltem a amassar. 

Estiquem a massa em rolinhos e com eles façam Lussekatter ao vosso gosto. (vejam os diferentes formatos aqui).

O meu viking também veio preparar Lussekatter

Coloquem  os Lussekatter num tabuleiro forrado com papel vegetal, decorem com sultanas e pincelem levemente com ovo batido,  deixem descansar por mais meia hora.

 

Cozam em forno quente (225*C), durante 5 a 1o minutos dependendo do tamanho dos pãezinhos.

Os meus favoritos:

Bock - a cabra

Prästens hår - Cabelo de padre

Lussekatter- origem e diferentes formas

Leiam os meus posts relacionados: dia de Lucia na Suécia,  receita passo-a-passo dos Lussekatter.

Lussekatter (gatos de Luz ou de Lucia), são uns pãezinhos semi-doces preparados com açafrão que tradicionalmente se comem no dia de Santa Luzia (Lucia em sueco), por todo o pais. Originalmente  estes bolos nada tinham a ver com os festejos da Lucia, mas sim com o medo que as pessoas  tinham de Lúcifer. Na Alemanha, de onde a tradição foi importada, dizia-se já no século XVI que Lúcifer, disfarçado de gato, aparecia para castigar as crianças mal comportadas. Jesus por seu lado, tomava a forma de rapazinho e vinha à Terra oferecer bolos aos meninos que se portavam bem. Para manter Lúcifer, senhor das trevas, afastado, estes bolos eram iluminados com açafrão. Os Lussekatter (gatos de Lucifer) chegaram à Suécia no século XIX e devido ao nome que também poderia significar gatos de luz, tornaram-se sinónimo das celebrações do dia de Lucia.

Estes bolos ou pãezinhos têm diferentes formas tradicionais, os nomes variam imenso e por vezes as fontes online e livros que consultei não coincidem. Falei com a minha sogra, mas ela, ou da idade, ou por não ser tema  que lhe provoque grande preocupação, também não foi capaz de me ajudar muito. Encontrei alguns desenhos online que vou publicar aqui com a tradução dos vários formatos de Lussekatter. As fontes dos desenhos estão no fim do post.

(da esquerda)Carruagem dourada, Carruagem de Natal, duas versões do Gato de Luz, O rapaz, Flor de Lis, O porco, O cavalo(?) (pode também signifcar um tipo de pão)

Aqui mais duas formas - Bock - a cabra, e o meu favorito – Prästens Hår – cabelo de padre

   

Imagens/Bilder
http://julegott.blogg.se/category/julbaket.html
http://www.nintendoforumet.se/viewtopic.php?pid=167213
http://www.polarbearpodcast.com/html/lussekatter.htm

Lucia – O dia de Santa Luzia na Suécia

 As celebrações do dia de Santa Lucia  (em sueco) ou Luzia(em português) são, tal como o Solstício do Verão, uma das mais tradicionais e emblemáticas da cultura sueca. Etimologicamente  o nome provem tanto de luz “lux” como de Lúcifer. Nesta tradição, como em muitas outras misturam-se mitos e histórias cristãs e pagãs. Lucia é segundo a tradição sueca a primeira mulher de Adão  e terá tido um deslize com Lúcifer. Lucia é também Santa Luzia de Siracusa, uma mártir cristã morta no ano 304.

 

Lucia é antes de mais uma figura mítica que traz luz aos longos e escuros invernos suecos. No antigo calendário sueco a noite de 12 para 13 de Dezembro era a noite mais longa do ano, uma noite cheia de mistério, durante a  qual até os animais podiam falar .Era costume nesta noite que grupos de pessoas vestidos de Lucia andassem de casa a casa, cantando e pedindo comida e bebida. No entanto a tradição das procissões de meninas vestidas de Lucia, com velas na cabeça, surgiu só no século XX.

A Lucia dos nossos dias

Ser a Lucia é uma honra para todas a jovens suecas. Em toda a Suécia existem concursos para eleger a Lucia local e a nacional. Não é preciso ser-se loira ou especialmente bonita, mas tem de se cantar bem! Podemos votar por exemplo através dos jornais que promovem esta iniciativa. A minha sogra, que também foi uma Lucia, não falha, e todos os anos tem uma candidata favorita. É costume também que as escolas ou até infantários tenham o seu pequeno cortejo de Lucia.

  

Só a Lucia pode usar a coroa de velas. Esta coroa hoje em dia funciona quase sempre a pilhas, mas as tradicionais, com velas verdadeiras, como a minha sogra tinha, ainda se usam. Para além da Lucia da procissão ou cortejo fazem também parte os “ajudantes”, todos se vestem de branco, as meninas seguram uma vela e os meninos têm um chapéu em forma de cone. Alguns meninos, geralmente os mais pequenos, não gostam da ideia de andar de vestido, e por isso preferem vestir-se de Pepparkakor. É a minha fatiota preferida, e tenho pena que não exista em tamanhos para adultos, dava um pijama cheio de estilo.

 

 As Lucias mais importantes são coroadas muitas vezes em igrejas da sua zona, ao que se segue um pequeno concerto do coro formado pela Lucia e todas os seus ajudantes. Os cortejos das Lucia das escolas, clubes ou infantários, visitam vários locais, centros de dia, a câmara municipal, para cantar e servir bolos de açafrão – os famosos Lussekatter.