Convidei para jantar – Paris

A nona edição do Convidei para Jantar decorre este mês em casa da Marmita que nos desafiou a convidar uma cidade ou país para jantar. Eu, de maleta aviada, meti-me num avião e fiz me convidada de Paris.

Enquanto a cidade ainda dormia, passei algumas horas no restaurante onde mais tarde sabia iriamos   jantar. Queria preparar-lhe uma surpresa.

Encontramo-nos cedinho à entrada do seu apartamento. Paris vive numas águas furtadas na Rue de Rivoli,  com vista para o Louvre, a dois passos da muito chic Rue Royale, um salto até ao Palais Garnier.

Imaginava-a uma senhora clássica e reservada, bem penteada e num fato chanel. A Paris que vejo sair do elevador é surpreendentemente diferente, não soubesse eu que Amélie continua feliz em Montmartre e juraria que se trata da mesma pessoa.

Cumprimenta-me como se fossemos velhas amigas e saímos para croissants e café enquanto planeamos o nosso dia com mais detalhe. Quer mostrar-me/se no seu melhor. Com Paris não há filas intermináveis à entrada dos monumentos, pedintes nem restaurantes e lojas de recordações para turistas.

Passamos a manhã entre Gárgulas e Quimeras. Conta-me que mais tarde, e com a Notre Dame já encerrada, gosta de voltar a visitar estes seus amigos de pedra que ganham vida durante a noite e com os quais gosta de se observar. Obras numa antiga igreja, um novo centro comercial, a restauração de uma ponte.

Visitamos de seguida a Sainte-Chapelle, um tesouro onde nos perdemos durante horas. Passamos a tarde em Montmatre e Pigalle, tomamos café com Marcel Aymé, Amélie chega mais tarde, teve de esperar que o seu bebé acordasse da sesta.

Para o jantar Paris tinha já reservado a sua mesa habitual no Les Deux Magots. Todos se alegram com a sua chegada, Sartre e Simone de Beauvoir esperam já por nós. À nossa mesa chegam imediatamente os aperitivos e Champagne, o Chef vem cumprimentar-nos e sugerir um menu especial para o nosso jantar.

Depois do jantar é a minha vez de surpreender Paris e com o café são servidos os Pastéis de Nata que horas antes tinha preparado no restaurante e que a todos deliciam. “Deixaste a receita com o Chef?”  – pergunta-me.

Despedimo-nos na entrada do metro. Eu estou cansada e quero dormir um pouco antes de regressar a casa. Para Paris a noite ainda está a começar. “Vou passar por Notre Dame, para partilhar estes bolinhos com as Quimeras” – diz-me enquanto olha sorridente para a caixa de pastéis de nata que trouxe ainda quentes do restaurante.

Pastéis de Nata

Para este clássico que em Paris se vende até no KFC, usei a receita do maravilhoso Sabores da Alma, mas admito que fiz batota e usei massa folhada congelada. Uma vergonha…bem sei. Para disfarçar a coisa usei um truque que vi uma vez num programa do Jamie Oliver e enrolei a massa polvilhada com açúcar e canela. Uma delícia. Tenho de trazer de Portugal formas próprias para Pastéis de Nata, lembrem-me!

Ingredientes: (12 pastéis de nata)

Preparação:

Aqueçam o forno a 240ºC.

Preparem o recheio seguindo as indicações da Vânia.

Estiquem a massa folhada. Polvilhem a massa com açúcar e canela e enrolem-na como se fosse uma torta. Cortem a massa em fatias e forrem com elas as forminhas, atenção que a massa deve ficar bem fininha. Encham até 2/3 com o recheio. Levem ao forno até a massa folhar e  recheio estar douradinho.

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17 comments

  1. Ol Ana, tudo de bom para ti!
    E que belo passeio por Paris em tão boa companhia. Tive saudades dos momentos bons que aí passei já lá vão uns bons anos! E que óptima lembrança teres levado os Pastéis de Nata! Se soubesse que aí ias tinha-te encomendado uma caixinha de Macarons (he,he)! Adorei o passeio. Bjs. Bombom

  2. Oh que bonito, e que bela escolha… Paris é sem duvida uma cidade muito especial para mim porque casei com o Parisiense :) e acho-a igualmente romantica como Sevilla! Adorei as imagens a historia e a receita, um beijo e obrigada por seres a primeira a começar esta viagem!

  3. Olá Ana,
    Convidaste Paris e é uma menina… eu imaginava um cavalheiro muito charmoso!
    Adorei o teu post e as fotos, especialmente as das gárgulas, que lindas! Obrigada por este cheirinho de Paris.
    Os pasteis estão bem apetitosos, mesmo num formato diferente.
    Bjs

  4. Muito boa ideia oferecer um doce bem português a Paris. Só podia gostar, pois claro! Curiosamente, Paris foi das cidades que menos gostei de visitar, talvez a companhia não tivesse sido a melhor e as minhas memórias continuem influênciadas por esse pequeno pormenor. Tenho que lá voltar, para tirar as teimas :)

  5. Paris e sem duvida uma cidade fantastica com tanta coisa bonita e comida maravilhosa. Os pasteis apesar das trocas ficaram com um belo aspecto.

    Beijinhos

  6. Olá Ana :)
    Que lindo, Paris é uma jovem como a Amélie! É uma visão encantadora dessa cidade de sonho!! Só a visitei uma vez, já há mais de dez anos e gostei tanto! É das cidades que mais gostei e onde espero voltar muitas vezes!!
    Os teus pastéis de nata só podiam agradar à belle Paris, são deliciosos e muito chiques :)
    E gostei do formato, até acho que ficaram mais personalizados assim!
    Beijocas grandes :)

  7. Ohhh! Que bela participac,ao Ana! Paris nao poderia ficar de fora, jamais!
    E que bem que conseguiste surpreender Paris com esses icónicos pasteiszinhos :) tao nossos!
    beijinho*

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