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Caramelos de Nata – os caramelos da vaquinha

Caramelos de Nata – os caramelos da vaquinha

 Quando era miúda era costume, especialmente antes do Natal, atravessar-se a fronteira para se comprar caramelos, latas de ananás e garrafinhas de anis. Bem sei que hoje todos os pedaços da nossa infância se compram, até de marca branca, no Continente. O sabor no entanto não é o mesmo, não tem o encanto de ouvir a minha avó a perguntar se queríamos um caramelo da vaquinha, de a ver desaparecer escada acima, o barulho dela a abrir o guarda-fatos e os milhentos sacos de plástico onde tinha escondidos, imagino que do meu avô, os caramelos que trazia de Espanha.

Encontrei esta receita no livro Julgodis, editado pelo Jornal Aftonblandet.  Se nunca trabalharam com açúcar a ferver, vejam este post. É importante!

Ingredientes para 40 caramelos:

50 gramas de manteiga

1 dl de natas

1,5 dl de açúcar

0,5 dl de xarope (vejam alternativas aqui)

Preparação:

Fervam cuidadosamente todos os ingredientes em lume médio até que o preparado atinja o ponto de rebuçado.  Deitem a mistura numa folha de papel vegetal e deixem arrefecer bem. Cortem caramelos com uma faca afiada ou mesmo uma tesoura.

bolos e sobremesas

Red Velvet cake – Bolo veludo vermelho

Red Velvet cake – Bolo veludo vermelho – é um conhecido e delicioso bolo americano.

Tradicionalmente usa-se um recheio e cobertura feita à base de queijo creme, mascarpone  e natas batidas, quase se sentem as artérias a entupir! Podem ler a receita desta cobertura aqui. Eu prefiro servir o bolo recheado com um creme ligeiramente mais leve e frutos frescos. No Verão uso morangos mas durante o Inverno penso que ficará igualmente fantástico e delicioso com romãs ou mirtilos vermelhos.

Para que o bolo fique vermelho precisamos de  corante alimentar. Podem usar corante alimentar em gel ou líquido, o primeiro é muitíssimo mais forte. Da qualidade do corante depende o tom do vermelho do vosso bolo. Eu sigo esta receita à risca com corante da marca Dr. Oetker. Lembrem-se de que o bolo se torna mais escuro enquanto coze, se exagerarem no corante acabam com um bolo bordeaux e não vermelho. A receita original é do Joy of Baking, a tradução, adaptação e fotografia (coloco uma melhor a próxima vez que fizer o bolo)são minhas. Para facilitar a leitura e execução da receita dividi os ingredientes em grupos.

Ingredientes:

Grupo 1

  • 120 gramas de manteiga à temperatura ambiente
  • 250 gramas de açúcar
  • 2 ovos grandes
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha (ou açúcar baunilhado)

Grupo 2

  • 250 gramas de farinha de trigo peneirada
  • 1/2 colher de chá sal
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó (atenção que cacau não é chocolate em pó nem Cola-cao!)
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Grupo 3

250 ml de iogurte natural  líquido

2 colheres de sopa de corante líquido vermelho

1 colher de chá de vinagre branco

Para a cobertura e recheio:

5 dl de natas batidas

200 gramas de queijo creme estilo philaphelphia

Icing sugar (um par de colheres de sopa, mais ou menos ao vosso gosto e dependendo da fruta que estão a usar)

 Fruta fresca –   morangos, romãs, mirtilos….

Preparação – a cobertura   Batam as natas em chantilly com o icing sugar, adicionem sem mexer demasiado o queijo creme e guardem no frigorífico.

Preparação – o bolo

 Barrem  com manteiga e polvilhem com farinha ou açúcar a forma que vão usar.

Aqueçam o forno a 175ºC.

Em tigelas separadas misturem os ingredientes dos grupos 2 e 3.

Batam a manteiga com açúcar até ficar cremosa, juntem a baunilha e os ovos um de cada vez, batam bem.

 Com uma colher de pau envolvam alternadamente, e aos poucos, os ingredientes dos grupos 2 e 3 na vossa massa, a primeira adição e a última devem ser os ingredientes secos.

 Cozam o bolo durante aproximadamente 40 minutos, testem com um palito se o centro do bolo esta seco e cozido.

 Deixem arrefecer o bolo um pouco antes de o desenformar.

 Depois de frio recheiem e cubram o bolo com o creme de natas e queijo creme e  os frutos que escolheram. Mantenham o bolo no frigorífica até servir.

bolinhos e bolachas · comida sueca · Natal

Pepparkakor da Princesa – Bolachas suecas de Especiarias – passo a passo

Pepparkakor da Princesa – Bolachas suecas de Especiarias – passo a passo

Originalmente estas bolachas eram feitas com, entre outras especiarias, pimenta. Este hábito  há muito que se perdeu, mas na Suécia continuam a chamar-se Pepparkakor (bolachas de pimenta).

Desta vez decidi usar uma receita que tivesse entre os seus ingredientes pimenta, e encontrei-a no livro Prinsessornas kokbok. – Chama-se Prinsessans Pepparkakor. Podem ler mais sobre estas bolachas noutros posts relativos às tradições, comida, e ao Natal na Suécia.

Algumas dicas:

– Tradicionalmente usam-se cortadores de bolachas alusivos ao Natal – estrelas, corações, animais, árvores, e o par de figuras humanas, que são as minhas favoritas, mas podem usar os cortadores de que mais gostem.

– Por incluir ovos as bolachas crescem um pouco no forno, se querem fazer uma casinha de pepparkakor, esta não é a melhor receita.

– Fiz apenas metade da receita e obtive 50 bolachas

– Em vez de 4 gemas podem utilizar dois ovos.

–  Necessitei  de bastante menos farinha do que a receita indica (375 gramas em vez de 450), aconselho-vos a misturar a farinha aos poucos e ir vendo a consistência da massa.

– Evitem acrescentar mais farinha quando estão a estender a massa. Se puderem em vez de polvilharem a vossa bancada e rolo com farinha, estendam a massa entre duas folhas de papel vegetal

 – Se vão fazer a massa só com as gemas, podem aproveitar as claras na decoração das bolachas, vejam a receita da cobertura aqui.

 – A receita original  indica que a massa deve descansar 24 horas, mas algumas horas, ou de um dia para o outro no frigorífico é o suficiente.

No blog Pão Saloio,  um blog lindo e cheio de excelentes receitas, podem ver a versão destas bolachinhas que a Xizinha preparou para a Bimby.

Receita original:

2 dl de xarope claro (vejam alternativas aqui)

425 gramas de açúcar

5 colheres de sopa de natas gordas

140 gramas de manteiga

1 colher de sopa de raspa de casca de laranja amarga

1 colher de chá de cravinho em pó

1 colher de chá de pimenta da Jamaica (vende-se no Continente)

1 colher de chá de gengibre em pó

2 colheres de chá de canela em pó

4 gemas

2 colheres de chá de bicarbonato de sódio

900 gramas de farinha

Preparação:

Aqueçam o xarope com o açúcar e as especiarias. (Evitem mexer muito para o açúcar não cristalize).

Assim que levantar fervura, retirem do lume, deixem arrefecer um pouco e adicionem as natas e a manteiga. Deixem arrefecer completamente o preparado e só nessa altura juntem primeiro os ovos  e  seguidamente a farinha peneirada  e misturada com o bicarbonato.

Polvilhem ligeiramente com farinha e deixem a massa descansar.

No dia seguinte estendam a massa e cortem bolachas nas formas que mais gostam, cozam em tabuleiros forrados com papel vegetal no forno a 175*C durante 10 minutos.

Pronta para começar
A minha vida na Suécia · comida sueca · livros

Prinsessornas kokbok – O livro de Receitas das Princesas

 – O livro de Receitas das Princesas   – Jenny Åkerström-Söderström (edição de 1933)

Prinsessornas kokbok

Um presente do meu marido, e o livro sueco de receitas de que mais gosto, tanto pelas receitas que apresenta, como pela janela aberta para a história e costumes culturais e gastronómicos da Suécia no início do século XX. Prinsessornas kokbok  é um clássico da culinária sueca e teve até ao fim dos anos cinquenta inúmeras reedições.

 Jenny Åkerström, a autora do livro tinha em Estocolmo uma escola de culinária e gestão do lar, as princesas Märtha, Margaretha e Astrid foram alunas nesta escola e são elas as princesas que dão nome ao livro.

Nesta obra podemos encontrar receitas para o dia-a-dia e receitas para dias de festa, organizadas nos capítulos: Sandes e Merendas, Sopas, Peixe, Molhos, Carne, Acompanhamentos, Sobremesas, Pães e Bolos, Caramelos e Confeiteira, Conservas.

Para além das receitas fazem parte do livro capítulos com conselhos para a limpeza do lar, onde podemos aprender a limpar prata, janelas e cortinados; Um capítulo dedicado ao uso do fogão Aga, e outro com a lista de utensílios e equipamentos para a cozinha. Em 1932, e antes da chegada do Ikea, equipava-se uma cozinha na Suécia por 320 coroas. (32€).

As receitas são ilustradas por fotografias e desenhos que reflectem também o gosto e a moda da época. Alguns ingredientes, receitas e indicações parecem-nos hoje estranhas, como por exemplo “lave a manteiga e coloque-a no tacho.”

naperons de papel feitos em casa

 

 

a fazer forminhas de papel para o knäck

Por este motivo e pelas diferenças por exemplo com as temperaturas e qualidade dos fornos, existência ou não de determinados ingredientes, ou exigências da vida moderna (neste livro tudo é feito devagar, se fazemos caramelos temos de fazer também as forminhas de papel.),  torna-se por vezes mais complicado usar as receitas deste livro, mas com algumas adaptações e cuidados, é um esforço que vale bem a pena.