Cozinha da Ásia e do Médio Oriente · Cremes, molhos, gelados e mousses

Gelado com água de rosas

Um gelado inspirado nos sabores do Médio Oriente e em especial no doce Turkish delight
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A receita é minha, usei um pouco de corante para dar ao gelado  a cor que associo ao turkish delight e ao aroma das rosas.
Comprei a minha água de rosas numa garrafinha no supermercado. Indico aqui a quantidade deste líquido que usei para a minha receita, mas como o nível de concentração pode variar um pouco, aconselho-vos a irem acrescentando a água de rosas aos poucos e provando. Depois de gelado o sabor vai ser mais intenso.
Podem fazer gelado em casa mesmo que não tenham uma sorveteira. Coloquem o gelado numa tigela normal e, enquanto este congela, retirem-no várias vezes do congelador e batam-no com uma batedeira eléctrica, ou à mão.
As claras que sobram desta receita podem ser congeladas e usadas mais tarde em merengues ou para fazer uma pavlova.

 

Ingredientes: (para aproximadamente 1 litro de gelado)

2, decilitros de natas (podem usar natas light, mas não fica tão cremoso)

 3 decilitros de leite

4 gemas

120 gramas de  açúcar

0,5 dl de água de rosas

Corante alimentar (facultativo)

Amêndoas para decorar

150 gramas de chocolate de menta –  eu uso este, penso que em Portugal já se vende no IKEA

Preparação:

Combinem o leite e as natas numa caçarola anti-aderente, levem ao lume. Ao mesmo tempo batam as gemas e o açúcar  até obterem um creme leve e fofo. Assim que o leite e as natas levantarem fervura, retirem do lume. Com uma concha vão misturando aos poucos as natas e o leite com os ovos e o açúcar. Levem o creme a lume brando até engrossar. Não parem de mexer, para evitar que em vez de um creme macio acabem por fazer ovos mexidos! Adicionem o corante e a água de rosas.

Passem o creme por um passador de rede fina e coloquem-no no frigorífico até estar completamente frio. Gelem seguindo a sugestão que dei no início do post ou as indicações das vossas sorveteiras.

 

livros

Na mesa de cabeceira – Janeiro

 

Na mesa de cabeceira em Janeiro…

…continuam dois livros.

Låt den rätte komma in – John Ajvide Lindqvists  

A tradução para inglês é Let the right one in ou Let me in

O título foi inspirado numa canção de Morrisey de quem o autor é um admirador incondicional, a influência do ex vocalista dos Smiths,  da sua música e temática está de resto presente em outras obras deste escritor.

 Uma das personagens do livro é um vampiro, um vampiro a sério, como os vampiros devem ser, um vampiro que precisa de sangue, mas isso não transforma “Deixa-me entrar”  num livro de terror, ou numa historieta de amor como é frequente hoje em dia entre uma certa pseudo literatura sobre vampiros.

É um livro magnífico, no qual se abordam as questões como a morte, a pedofilia e a ansiedade e solidão da personagem principal – Oskar, um rapaz de 12 anos a viver nos anos oitenta num subúrbio de Estocolmo.

Existem do livro já duas versões cinematográficas, que eu não verei antes de terminar  o livro, um filme sueco de 2008 e a adaptação americana, tremo só de pensar, lançada no fim do ano passado.

Otherland  (livro 1  – City of Golden Shadow) – Tad Williams

É um dos livros favoritos do viking, e eu estou também a gostar, embora não seja grande admiradora de ficção cientifica (cyberpunk neste caso.)

O volume que estou a ler é o primeiro de uma tetralogia,   depois de 600 páginas ainda estou a conhecer as personagens e a descobrir aos poucos o enredo do romance que tem lugar no século XXII, e onde a vida real e virtual se misturam.  Existem muitas referências a outras obras da literatura mundial, o que tem sido fascinante, porque as personagens vêem-se envolvidas em mundos paralelos que não são mais do que pedaços de outros livros.