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Ai e tal coitadinha de ti…..

E vocês: “Ó Bageri, tu para quem trabalha muito e está tão doente, andas sempre no laréu…”

E eu admito.

Há um episódio do HIMYM em que o Barney se tenta convencer de que simplesmente não está doente, eu ando na mesma. Gripe e conjuntivite não matam, mas moem, muito.

A verdade é que temos este fim de semana marcado há meses e tal como vos disse ontem, vou nem que seja de pijama. E é quase assim, mantinha e almofada, xarope, comprimidos, e  água que aqui na Suécia deve ser milagrosa porque foi o que os médicos me receitaram.

Vamos de saída, o viking mal pode de excitação com o concerto de amanha, eu mal posso em geral, o que fazemos por amor.

Vou deixando umas actualizações no instagram se nos quiserem acompanhar, prometo que não vai ser só fotografias do vicks.

Um bom fim de semana a todos, obrigada pelos vossos votos de melhoras, e um pouco da banda sonora deste fim-de-semana 🙂

No público, segunda fila, por trás do  senhor de branco, o meu viking gigantone 🙂 sábado há mais.

 

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Bolo donauwelle – e uma semana para esquecer

Mais um mês e desta vez consegui terminar a tempo o bolo que a Susana nos convidou a fazer.
Li bem a receita da Lia, que na realidade é da Patricia e que uso aqui para o bolo, lembrei-me que as cerejas afundam, lembrei-me do que a Susana disse sobre o chocolate secar muito rapidamente.
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Correu razoavelmente bem tendo em consideração que estou doente em casa desde segunda feira e que demorei dois dias a fazer este bolo que ainda não provei porque não consigo engolir nada que não seja chá.
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Eu usei uma forma redonda e talvez esta receita tenha sido muito para uma forminha tão pequena.
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As minhas cerejas sao como podem ver nas fotografias diferentes das tradicionais cerejas em calda, mais moles e muito menos doces, talvez isso tenha contribuído também para que o aspecto final do bolo seja diferente, mas até ficou bonitinho, e no meu casa, os olhos são os únicos que comem.
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E antes de passarmos à receita um obrigada à Lia e à Susana por nos desafiarem sempre a testar receitas novas, e à Patricia pela receita do bolo.
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Bolo Donauwelle
ingredientes para o bolo:
3 ovos
140g de açúcar
1 colher chá de  extracto de baunilha
100ml de óleo vegetal
150ml de leite gordo + 1 colher sopa
230g de farinha com fermento
2 colheres chá de cacau em pó
200g de cereja em calda
Preparação:
Se estão a usar cerejas em calda daquelas vermelhinha e lindas, devem começar por escorre-las e pass-las levemente por farinha. (este foi um passo que eu não fiz porque tive medo que as minhas cerejas absorvessem demasiado farinha.)
Untem  e forrem uma forma (quadrada do caso da Lia ou redonda de 18 cm de diametro no meu) com papel vegetal. Eu aconselho uma forma de fundo amovível.
Batam os ovos com o açúcar e a baunilha durante 10 minutos, até obter um creme esbranquiçado, adicionem o óleo, voltem a bater.
Acrescentem  o leite alternadamente com a farinha peneirada e envolvam bem mas com cuidado e sem bater.
Deitem 2/3  a massa branca na forma e alisem bem.
À restante massa juntem o cacau em pó e a última colher de leite, misturem bem.Espalhem este preparado por cima da massa branca com cuidado.
Por cima distribuam as cerejas, eu não as enterrei porque já sabia que iam afundar.
Levem ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 35 a 40 minutos, ou até o palito sair seco.
Desenformem e deixem arrefecer completamente.
ingredientes para o creme mousseline:
1 receita do meu creme de pasteleiro, façam com antecedência e deixem esfriar
2 colheres de sopa da calda de cerejas
150g de manteiga, à temperatura ambiente
preparação:
Usando as mesma técnica qus usamos para um creme de manteiga, comecem por bater o creme de pasteleiro frio, com a calda das cerejas e vao juntando a manteiga aos cubinhos, batendo bem entre cada adição.
Depois de fria, colocar a mistura na taça da batedeira eléctrica e bater, juntando a manteiga, um bocadinho de cada vez, até obter um creme macio, leve e fofo.
ingredientes para a cobertura:
150g de chocolate negro de culinária (mínimo 70% cacau)
75 g de natas
preparação:
Piquem o chocolate e levem-no ao micro-ondas juntamente com as natas 30 segundo de cada vez, misturando bem até derreter.
para finalizar e montar o bolo:
Coloquem o bolo arrefecido de volta na forma.
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Cubram o bolo com o creme mousseline, alisando bem. Levem ao congelador 10 minutos.
Por cima do bolo  espalhem  o chocolate derretido e arrefecido, com os dentes de um garfo formem as “ondas”
Reservem do frigorífico até servir.
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Cheesecake de morangos, skyr e lakrits

Maio é o mês dos morangos, em Portugal, na casa da Marta e no meu coração. Desde que me lembro que sempre houve bolos de morangos para o meu aniversário ou durante este mês já cheio de sol a anunciar o verão e as férias.

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O meu viking faz anos em Julho, à Suécia os morangos chegam mais tarde, e por isso e embora com dois meses de diferença, ambos associamos estes tesouros aos nossos aniversários.

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Admito que nunca me habituei a comer morangos durante o Inverno, há-os aqui, fáceis de encontrar, importados, já atravessaram o mundo, mas nunca me sabem aos morangos de Maio.

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Os morangos suecos, pelos quais a minha sogra espera pacientemente todos os anos, são mais pequenitos, e muito mais caros.

Sueco que é sueco, espera pelos morangos nacionais, sueco que é sueco, já comprou à beira da estrada, e pagando o preço do morango sueco, morangos made in Spain que os espertos compram mais baratos, colocam numa caixinha cheia de bandeirolas azuis e amarelas e fazem passar por jordgubbar. É a nossa versão do gato por lebre, fresa por jordgubb.

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A minha participação neste desafio da Marta é um cheesecake com muitos morangos, skyr e lakrits. O skyr e o lakrits são dois ingredientes típicos do norte da Europa e muito apreciados nestes países.

 (O leitor que há uns meses que disse que eu tinha de deixar de usar palavras estrangeiras no meu blogue está já a ter um dia cheio, e a escrever um novo comentário cheio de lições de língua portuguesa)

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Skyr é um produto lácteo  da Islândia, rico em proteínas e baixo em gordura. Sabe a iogurte, com um toquezinho azedo, e tem uma textura semelhante ao iogurte grego gordo, mais sólido. Não é  um iogurte e talvez seja ainda difícil encontrar em Portugal, mas podem claro substitui-lo por iogurte turco ou grego. A introdução do iogurte torna o cheesecake mais leve dos que sao feitos apenas com queijo creme e natas, e ganha também em sabor. Se puderem experimente, vão gostar.

Cheesecake de morangos, skyr e lakrits

Ingredientes:

(1 cheesecaka, forma redonda de fundo amovível de 18 cm de diâmetro)

Base:

  • 100 g de bolachas tipo digestivas Maio é mês de Morangos_frame
  • 50 g de manteiga
  • 1 pitada de lakrits/ alcaçuz em pó

Recheio:

  • 3 folhas de gelatina
  • 1,5 dl de natas
  • 75 g de açúcar
  • 2,5 dl de skyr ou um iogurte sólido
  • 150 g de queijo fresco em creme

Para servir:

Muitos muitos muitos morangos

Preparação:

Para a base:

Com um processador de alimentos misturem as bolachas, a manteiga e o lakrits. Deitem o preparado na forma previamente forrada com papel vegetal e levem ao frigorífico.

Para o recheio:

Coloquem as folhas de gelatina a demolhar em água fria. Batam  1 dl das natas com o açúcar, juntem o skyr e o queijo e batam apenas o suficiente para misturar. Aqueçam  o restante 0,5 dl de natas, e dissolvam neste líquido quente as folhas de gelatina bem espremidas. Misturem no preparado de queijo e skyr. Deitem a mistura sobre a base e levem de novo ao frio até solidificar. Antes de servir desenformem e cubram com morangos.

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London Calling – Maio 2016 – dia um e algumas dicas e sugestões

Antes de mais obrigada por nos terem acompanhado nas nossas mini férias em Londres durante a semana passada via instagram. Foi um prazer ter-vos tido ao nosso lado.

Neste primeiro post sobre esta viagem deixo-vos o relato do nosso dia 1 e partilho convosco também algumas sugestões práticas. Estas são as nossas dicas, adaptadas ao nosso estilo de vida e preferências, e claro que se procuram outro tipo de experiências, haverá outros e melhores guias. (vejam o fim do post para o guia)

A nossa viagem dia 1 – Trafalgar square, Portrait Gallery e um tesouro escondido

Chegámos a Londres ainda antes de almoço. De Gatwick apanhámos o comboio para Victoria e dai o tube para o hotel.

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Victoria

 

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Sozinhos na nossa estação de metro

Como ainda era muito cedo para o check in, deixámos as malas e fomos logo dar um passeio pelo Hyde Park.

De Marble Arch apanhámos o autocarro para Trafalgar Square e para visitar os dois locais que nunca perdemos sempre que visitamos Londres.

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A cripta da igreja de Saint Martin in the fields deve ser um dos melhores tesouros escondidos de Londres.

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Comer numa cripta nao é para todos, é um restaurante mais estilo cantina, com mais velhotes locais a comer do que turistas, é barulhento e a dar para o escuro, mas a comida é honesta, simples e fresca.

Aqui em vez de “sir” os  clientes são tratados por “love”, podem almoçar, ou comer um bolo, um café, até afternoon tea, sempre com preços muito acessíveis.

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Vejam aqui o menu e direccoes.

Eu, peco sempre  crumble e uma banheira de custard, até desta vez com um calor de derreter! Tem de ser! Comi também uma sopa, o viking fish and chips. Partilhámos a sobremesa que claro nao conseguimos terminar.

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Do outro lado da rua está o meu local favorito em Londres a National Portrait Gallery.

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A entrada neste museu é livre, e aqui passamos sempre horas, eu se pudesse passava aqui dias, mas o Viking passado algum tempo comeca a reclamar com fome e sede….

Como nao podemos tirar fotografias dentro do museu, retirei imagens do site do museu para vos mostrar as minhas trës imagens favoritas.

As irmas Bronte

NPG 1725; The BrontÎ Sisters (Anne BrontÎ; Emily BrontÎ; Charlotte BrontÎ) by Patrick Branwell BrontÎ
by Patrick Branwell Bronte, oil on canvas, circa 1834 (no centro da imagem, mais ou menos tapado com um pilar, está o que se pensa ser o auto-retrato do irmão Bronte, autor da pintura.

Marc Quinn – Self

NPG 6863; Marc Quinn ('Self') by Marc Quinn
by Marc Quinn, blood (artist’s), liquid silicone, stainless steel, glass, perspex and refrigeration equipment, 2006 –

Desta vez para grande desapontamento meu, e mais um “Aiiiiiiiiiiii que calor tenho de ir beber qualquer coisa” do viking, a cabeça  não estava em exposição.

Eu assim que cheguei vi que  nas salas onde a costumo encontrar havia uma exposição temporária, corri escada acima escada abaixo, nada. Perguntei finalmente a um guarda:

-Desculpe, onde está a cabeca do Marc Quinn?

– Nao está em exposicao, está a restaurar …..

-Nooooooooooooooooooo!!!!!!

-Volta em Junho…..

-yeah……

E o meu retrato favorito, a imagem que me  faz voltar a este museu vezes sem conta, qualquer dia masacro-vos com com post  e uma sobremesa baseados nesta imagem.  Assim que chego ao museu corro escada acima e no labirinto de salas, visitas de estudo de escolas e turistas, lá está ela à minha espera. O viking senta-se a descansar, brinca com telemóvel, “já podemos ir ver as outras salas?”, “só mais um bocadinho”.

A mulher de Charles I num vestido verde, não ha retrato mais belo em todo o museu.

NPG 1247; Henrietta Maria by Unknown artist, background by  Hendrik van Steenwyck
by Unknown artist, background by Hendrik van Steenwyck, oil on canvas, circa 1635

Embora estivéssemos bastante cansados ainda demos um passeio, fomos a Carnaby Street comprar Doc Martens, bebemos cerveja e uma sangria e fomos andando para casa ao fim da tarde.

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Tinhamo-nos levantado antes da quatro da manhã. e com tanto calor e cansaço optámos por comprar umas saladas no waitrose, e ir para o hotel tomar banho e finalmente dormir!

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A nossa casinha em Londres

 

 

 

No dia dois –  próximo o post:

Gilbert Scott

O meu viking parte-me toda

e  Fortnum e Mason

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Se conhecem bem Londres, saltem esta parte do post que honestamente estou a escrever para clientes da Padaria que planeiam visitar a cidade.

Chegar a Londres e Transportes:

O viking e eu viajamos para Londres de Copenhaga, e quase sempre com a easy-jet. Como o Magnus é muito alto compramos os bilhetes  para lugares com mais espaco para as pernas e compramos também duas malas de porão. Ainda assim quase sempre voar com a easy-jet é uma alternativa mais económica e em voos curtinhos vale a pena. Voamos para Gatwick e penso que estes voos também estão disponíveis de Portugal. Ainda abordo podem comprar os bilhetes para o Gatwick Express para o centro de Londres, de outra forma podem adquirir os bilhetes com muita facilidade no aeroporto.

Este comboio leva-vos ao centro de Londres e  na estacao de Victoria há ligação ao metro/tube.

Em Victoria podem comprar um Oyster card. É uma espécie de passe, na primeira vez compram o cartão e recarregam, depois disso basta recarregar, nós temos os nossos há anos.

Pagam por viagem, mas há um limite diário para o dinheiro que é debitado do cartão. Podem ler mais sobre o Oyster e fazer o dowloado dos mapas de metro e autocarro aqui.

Viajar de metro/tube é a forma mais rápida de nos movimentarmos em Londres, mas nós preferimos os autocarros. Eu adoro este mapa dos autocarros de londres, sabemos sempre ondes estamos e o que podemos visitar a seguir. Há linhas que atravessam a cidade passando por imensos locais conhecidos, e escusamos de andar naqueles autocarros cheio de turista japoneses.

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Onde ficar:

Há uns anos estivemos em Londres, ao mesmo tempo que o meu sogro, quando nos escontrámos para tomar chá descobrimos que ele e a mulher estavam a pagar por noite no hotel deles o equivalente a quatro noites no nosso.

Essencial para nós é um quartinho limpo com casa de banho só para nós, Wi-fi, central e com uma ligação próxima ao tube, ou estacao de autocarro.

A nossa área favorita para ficar é Paddington e Bayswater, uma zona cheia de hotéis e restaurantes, muitos turistas e muito central. Fica na parte de cima do hyde park e podem daqui caminhar para por exemplo Oxford Street ou Notting Hill.

Nas nossas últimas visitas temos ficado no Corus hotel, e recomendo. Os quartos não são enormes, mas têm tudo o que precisamos e atravessando a rua estamos no Hyde  Park. Eu adoro sair e caminhar pelo parque até Marble Arch.

Nós nunca escolhemos a opcao de tomar o pequeno almoço no hotel, é caro e como eu apenas bebo café nao vale no nosso caso a pena. Há imensos lugares onde podem comer uma sandes, ou um iogurte e um café. O viking e eu gostamos to Prete a Manger para o pequeno almoço. Há também muitos pubs que servem o pequeno almoço típico e hotéis que “oferecem” o pequeno almoço.

O que visitar

Há uns anos li num fórum de viagens um comentário de alguém que diz que tinha ido a Londres e regressado muito despontada  porque tirando uns pubs não havia nada para fazer ou visitar.

Eu encontro sempre coisas novas para fazer, mas planeio a viagem de casa. Há museus que só visitei uma vez e locais aos quais volto outra e outra vez.

Na primeira vez que o viking e eu fomos juntos a Londres, e como querimaos visitar imensas coisas os dois, fizemos um plano para todos os dias, e comprámos online bilhetes para locais onde sabíamos já que ia haver grandes filas como a torre de Londres.

Planear a viagem é essencial para nós, porque detestamos férias de papo para o ar, mas aqui como em tudo, há gostos paa tudo.

Podem ler mais sobre onde comemos, o que fazemos e o que visitamos, nos posts com a Tag – Londres.