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Ganache de chocolate no forno – uma sobremesa que vai impressionar!

Há uma semana que voltei ao Kramer. Há uma semana que passo todos os serões com o meu viking, ele já começou a ficar nervoso.  Habituado a estar em casa sozinho, desenvolveu os seus próprios hábitos. Vê series das quais eu não gosto, bebe bules de chá, ouve música, um ano e meio de ser adolescente com os pais de fim de semana, e eis que volto eu.

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Deitamo-nos cedo, penso que ainda estarão vocês a jantar, já estamos nós a ler um bocadinho antes de adormecer.

 

Mas tomara, eu levanto-me às quatro da manha!!! Às cinco e meia já estou no serviço de pequeno almoço. Para quem não  toma o pequeno almoço, e detesta ovos, este turno não é fácil, não….

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A sobremesa de hoje tem por base uma receita do Tom o nosso antigo Head chef de quem apesar de tudo temos saudades. Era um HC muito mais criativo, e apaixonado pela cozinha, o que fazia dele um excelente  chef e um péssimo HC.

Já vos mostrei esta sobremesa quando a fiz há umas semanas no Stortorget, e aqui fica a super fácil receita.

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Ganache de chocolate no forno com frutos silvestres e suspiro

 

Os elementos da sobremesa são:

– ganache de chocolate no forno (Tom)

– compota de frutos silvestres

– suspiro seco

-chantilly

 

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Uma das minhas últimas noites no Stortorget

 

Ingredientes:

Para o ganache:

200 g de chocolate amargo picado

1 dl de queijo creme

1, 5 dl de natas

1 ovo

 

Preparação:

Aqueçam o forno a 95°C. Forrem um forma de bolo inglês com papel vegetal, barrem com manteiga, reserve.

Derretam o chocolate e as natas em banho Maria ou no micro-ondas com muito cuidado para não queimar. Misturem o ovo e o queijo creme. Deitem o preparado no forno e cozam-no durante 30 minutos. Reservem imediatamente no frigorifico até servir.

 

Para o suspiro:

2 claras de ovo

120 g de açúcar

 

Preparação:

Aqueçam o forno a 100°C. Batam as claras até terem picos leves, acrescentem o açúcar aos poucos até obterem a consistência de um merengue. Espalhem o preparado num tapete de silicone e levem ao forno até secar por completo. (Talvez cerca de uma hora.)

 

Para a compota basta misturarem frutos silvestres congelados, ou outros frutos, com um pouco de açúcar e levarem  o preparado ao lume para reduzir.

 

Vão precisar também de natas batidas em chantilly, eu não uso açúcar.

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Um brinquedo novo 😉

 

Para servir espalhem um pouco de chantilly no prato, por cima coloquem uma fatia do ganache, frutos e decorem com os merengues.

 

Ana - cozinheira · Convidei para jantar · refeições rápidas · Restaurantes · vegetariano

Risotto de Cevada para Martin Gore, ou quem durante esta semana almoce no restaurante

Esta foi a receita que escolhi para servir ao meu convidado deste mês do convidei para jantar. Podem ler o post aqui e participar no passatempo até 27 de Fevereiro.
Com algumas alterações é também o prato vegetariano desta semana no restaurante. Demorei semanas a convencer o head chef a experimentar o kornotto, e acabei por lhe levar um frasquinho com a cevada para testarmos todos. Foi aprovado!

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Infelizmente na versão do meu head chef os cogumelos salteados foram substituídos por cogumelos secos ralados, e no centro do risotto servimos um ovo escalfado. Eu detesto ovos de verdade…. Mas esta versão está a ser um sucesso entre os vegetarianos que nos visitam.
Se gostarem de testar a receita dele, é só cozer um ovo durante exactamente 5 minutos e 19 segundos. Arrefecê-lo muito rapidamente em água gelada, descascá-lo e colocá-lo no prato.
Prezados leitores, durante um almoço com o restaurante cheio, cozer ovos durante 5 minutos e 19 segundos é terrível e temo que até sexta-feira o meu telefone com o cronometro vá terminar dentro de uma panela ou da fritadeira.
Mais uma vez me vejo com dificuldades em traduzir o nome de ingredientes para a minha língua: Este risotto faz-se com pearl barley ou korngryn, em português não sei se a tradução mais exacta será apenas cevada.

Kornotto com óleo de endro, cogumelos secos e raspa de limão
Kornotto com óleo de endro, cogumelos secos e raspa de limão

Eu sou viciada em risotto e andava com curiosidade em experimentar fazê-lo com cevada – na Suécia a este prato chama-se Kornotto.
O método é igualzinho ao do risotto. Em termos de sabor e consistência eu prefiro o risotto de cevada, os grãozinhos são maiores e quanto a mim transportam melhor o sabor dos restantes ingredientes. O queijo com especiarias que uso na receita, é um queijo vulgar aromatizado com cominhos, mas podem usar grana padano ou parmesão. A melhor maneira de saber se um risotto está pronto é ir provando. No restaurante acontece por vezes que alguns clientes devolvem o risotto à cozinha por “estar cru”. Isto costumava irritar-me imenso, mas aos poucos aceitei que especialmente as pessoas mais velhas gostam do risotto em papa. Há quem goste dele al dente como deve ser servido, há quem o prefira muito bem cozido. Há quem opte pela consistência argamassa, há que goste dele mais cremoso.DSC_0573
Na receita uso três tipos de cogumelos: os vulgares champignons que são picados com a cebola para a base do risotto; e cogumelos ostra e cogumelos castanha que salteio à parte.
Ingredientes (4 porções)
4 dl de cevada
Caldo de cogumelos qb
150 gramas de champignons
350 gramas de cogumelos variados
Manteiga
1 cebola
Tomilho fresco
Queijo parmesão ou grana padano
Sal e pimenta qb
1 dl de vermute extra seco ( ou um pouco de vinho branco)
Preparação:
Salteiem a cebola e os champignons num pouco de manteiga. Adicionem a cevada e o Martini. Deixem o álcool evaporar. Aos poucos vão acrescentando o caldo e mexendo de vez em quando ( eu prefiro agitar o tachinho)
Ao mesmo tempo salteiem os outros cogumelos na frigideira, temperem bem, acrescentem o tomilho e reservem.
Quando o risotto estiver quase, quase pronto, retirem do lume, acrescentem um pouco de manteiga e queijo ralada, decorem com os cogumelos e sirvam imediatamente.